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Data: 19 a 23 de agosto de 2008
Local: Associação Médica de Minas Gerais, Belo Horizonte/MG
Realização: Prefeitura de Belo Horizonte - Ministério da Saúde
Apoio: Agência Nacional de Saúde Suplementar – Frente Parlamentar de Saúde da Mulher (Assembléia Legislativa de Minas Gerais) – IBEDESS - Secretaria do Estado da Saúde - Sociedade Mineira de Ginecologia e Obstetrícia - Sociedade Mineira de Pediatria- Associação Médica de Minas Gerais- Sindicato dos Médicos - Associação Brasileira de Enfermagem Obstétrica - Rede Unidas - Rede FHEMIG - Hospital Sofia Feldman - Demais Parceiros Movimento BH pelo Parto Normal
A Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) de Belo Horizonte vem atuando intensamente para a redução das taxas de mortalidade materna (42,7/100.000) e infantil (13,4/1000) na cidade, ainda elevadas e distantes dos padrões aceitáveis pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Neste processo avançou na reorganização e qualificação dos serviços desde o planejamento familiar, pré-natal, parto, puerpério e atenção à criança e equacionou o déficit de leitos para recém-nascido de alto risco. Entretanto, as ações realizadas parecem insuficientes para o alcance de indicadores nos patamares desejados. A oferta de cuidado qualificado e humanizado ao parto e nascimento permanece como um grande desafio para a gestão da saúde, demandando abordagens específicas para mudanças de paradigmas. Os altos índices de cesárea desnecessária e os índices crescentes e elevados de prematuridade, além da prática abusiva de procedimentos sem evidência científica utilizadas de rotina na assistência, interferindo na evolução adequada do trabalho de parto e na participação ativa da mulher e da família no processo são problemas persistentes no cotidiano dos serviços.
As elevadas e crescentes taxas de cesarianas em Belo Horizonte (41,7% em 1999 e 48,5% em 2005) e no país merecem atenção especial neste cenário. Nos hospitais privados, alcançam patamares elevadíssimos (70 a 80%), demonstrando o paradoxo da assistência perinatal com a utilização excessiva da tecnologia no cuidado de saúde em um evento na maioria das vezes fisiológico, ao mesmo tempo em que há baixa de utilização de procedimentos simples e efetivos como o partograma.
Considerando o nível de complexidade e seriedade desta realidade, em maio de 2007 a SMSA lançou o Movimento BH Pelo Parto Normal, em parceria com cerca de 30 entidades como associações profissionais, universidades, conselhos, Secretaria Estadual de Saúde, maternidades, Ministério Público, Agência Nacional de Saúde Suplementar e movimentos sociais, dentre outras, com vistas à mudança deste cenário. Após reuniões gerais com amplo debate, constituíram-se grupos de trabalho para o planejamento e desenvolvimento de ações específicas para abordagem das questões técnico-científicas, ético-legais, sócio-culturais e do setor de saúde suplementar. Desde então, diversas ações foram desenvolvidas como elaboração de material educativo, debates através da imprensa, apresentações em eventos científicos, curso para multiplicadores do movimento, realização de encontros de humanização e discussão do trabalho em equipe na assistência ao parto.
É necessário debater sobre a epidemia de cesárea e suas repercussões maternas e neonatais em âmbito nacional. Neste intuito será realizado o evento “Paradoxo perinatal brasileiro: mudando paradigmas para a redução da mortalidade materna e neonatal” de 20 a 22/08/2008. O objetivo é discutir, à luz das evidências científicas, os determinantes das altas taxas de cesariana, o aumento da prevalência da prematuridade e do baixo peso ao nascer, da mortalidade materna e neonatal e propor estratégias para sua redução.
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Instruções para preparação de trabalhos:
- O texto do trabalho não deve exceder 2.500 caracteres com espaços;
- O trabalho deve ser objetivo e conciso, com informações essenciais em suas diferentes sessões: introdução, objetivos, método, resultados e conclusão;
- Não será permitida a utilização de gráfico ou tabela no trabalho;
- Resultados baseados em afirmações como “resultados serão apresentados” e ou “dados serão analisados” não serão considerados
- Utilizar fonte Times New Roman, tamanho 12, espaço 1,5 entre linhas, margem (direita, esquerda, superior e inferior) de 3, e o Microsoft Word como editor de texto.
- O título deve ter no máximo 03 (três) linhas, em caixa alta e negrito.
- Os nome completo dos autor(es) deve vir abaixo do título. O nome do apresentador deverá estar sublinhado e este deverá estar inscrito no Seminário.
- Os trabalhos serão apresentados no formato Pôster, com as seguintes medidas: 90 cm de altura e 60 cm de largura.
- O apresentador será informado no Seminário sobre o local de exposição do pôster.
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