O artigo propõe uma avaliação dos motivos para que uma organização do setor público,
cuja missão principal é o atendimento de necessidades tecnológicas imediatas da administra-ção
pública, tenha interesse em investir em uma estrutura própria de pesquisa e desenvolvi-mento,
em um contexto, como o atual, em que o papel atribuído ao Estado é o de contribuir
para a instauração do ‘Mercado’ como elemento central da sociedade. Relaciona os princi-pais
argumentos para a realização dessas atividades e apresenta o caso da Prodabel – Empresa
de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte –, que vem desenvolvendo
esforços nesse sentido desde 1993. Como conclusão indica possíveis caminhos e alternativas
para organizações públicas interessadas no tema.