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Escola
Plural: O direito a ter direitos
A
Escola Plural se insere nos movimentos de renovação
pedagógica que tiveram seu ápice em meados
da década de 90, tendo em vista qualificar o atendimento
educacional, sobretudo nas escolas públicas. Essa
proposta foi concebida a partir de experiências pedagógicas
inovadoras, que aconteciam nas escolas públicas municipais
de Belo Horizonte, oferecendo um status diferenciado para
a escola que, até aquele momento, rediscutiram seu
papel. Considerar a Escola Plural como diretriz político-pedagógica
representou, nesse sentido, o reconhecimento de uma nova
forma de conduzir o processo de ensino e aprendizagem, a
partir das fases de desenvolvimento pelas quais o ser humano
passa: infância, pré-adolescência, adolescência,
juventude e vida adulta.
A
Escola Plural apresenta, dentre seus eixos norteadores,
a reorganização dos tempos e espaços
escolares que deve ser pensada em função de
seus alunos. A discussão coletiva entre os profissionais,
pais e alunos acerca das questões da escola possibilita
que o aluno, ao ser considerado centro do processo educativo,
tenha uma formação plena em todas as dimensões,
isto é, as atitudes, os valores, os procedimentos
e os conceitos das diversas áreas do conhecimento,
sendo criadas, nesse processo, novas alternativas para a
relação com o conhecimento na escola.
Com
a Escola Plural os princípios do direito à
educação e inclusão passam a ter significados
relevantes. Estes princípios têm sido consolidados
em todos os níveis e modalidades de ensino da Educação
Básica da Rede Municipal de Educação.
A
implementação da Escola Plural, a partir de
1995, portanto, trouxe para a cidade a real possibilidade
de concretizar a construção cotidiana de uma
escola pública, inclusiva e de qualidade no município
de Belo Horizonte.
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