Elisa
Freixo é paulista e, após um grande
período de formação em órgão
e cravo tanto no Brasil quanto na Europa, radicou-se em
Mariana desde 1988, ano em que foi convidada pela Fundação
Cultural da Arquidiocese da cidade para cuidar do órgão
barroco de sua Sé construído na Alemanha em
1701 por Arp Schnitger. A partir daí começou
a desenvolver um trabalho de divulgação em
torno deste precioso instrumento. Paralelamente vem se dedicando
a um trabalho de divulgação dos outros instrumentos
de teclado, em especial o cravo e o fortepiano, ainda bastante
desconhecidos do público brasileiro.
Além se suas atividades como concertista, que a levam
em turnês pelo Brasil e por diversos outros países,
exerce intensa atividade didática. Atualmente vem
produzindo uma série de gravações ao
órgão como solista e camerista.
Abel Vargas também é natural
de São Paulo e, além de formado em arquitetura
pela USP, estudou nos Seminários de Música
Pró Arte entre 1964 e 1970, com Paulo Herculano,
Ricardo Kanji e Diogo Pacheco teoria, flauta doce e regência.
Estudou ainda Viola de Gamba com Francine Berckmans de 1987
a 1989. Abel atuou vários anos no Instituto de Pesquisas
Tecnológicas da USP, trabalhando em madeiras brasileiras
para serem utilizadas em outras diversas funções,
inclusive a construção de instrumentos musicais.
Desde 1980, trabalha como construtor de instrumentos (cravos,
espinetas, clavicórdios, flautas doces e traversos).
Em BH estão 15 cravos e espinetas produzidos por
Vargas.
Vargas desempenha um papel importante na pesquisa da música
antiga e no renascimento da música interpretada a
partir de práticas históricas no Brasil. Vem
atuando em conjuntos como Musikantiga, Paraphernalia, Ars
Musike e Música Rara, participando de inúmeros
encontros musicológicos e festivais.